quarta-feira, 23 de março de 2011

TEXTO 3, MÓDULO 2: ABORDAGENS DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

por EDUARDO PIRES




CAPÍTULO I

Abordagem Tradicional
Características Gerais:

Trata-se de uma concepção e uma prática educacionais que persistem no tempo, em suas diferentes formas, e que passaram a fornecer um quadro diferencial para todas as demais abordagens que a ela se seguiram.

Como se sabe, o adulto, na concepção tradicional, é considerado como homem acabado, "pronto" e o aluno um "adulto em miniatura", que precisa ser atualizado. O ensino será centrado no professor. O aluno apenas executa prescrições que lhe são fixadas por autoridades exteriores.

Homem:

O homem é considerado como inserido num mundo que irá conhecer através de informações que lhe serão fornecidas. É um receptor passivo até que, repleto das informações necessárias, pode repeti-las a outros que ainda não as possuam, assim como pode ser eficiente em sua profissão, quando de posse dessas informações e conteúdos.

Mundo:

A realidade é algo que será transmitido ao indivíduo principalmente pelo processo de educação formal, além de outras agências, tais como família, Igreja.

Sociedade-Cultura:

O objetivo educacional normalmente se encontra intimamente relacionado aos valores apregoados pela sociedade na qual se realiza.

Os Programas exprimem os níveis culturais a serem adquiridos na trajetória da educação formal. A reprovação do aluno passa a ser necessária quando o mínimo cultural para aquela faixa não foi atingido, e as provas e exames são necessários a constatação de que este mínimo exigido para cada série foi adquirido pelo aluno.

O diploma pode ser tomado como um instrumento de hierarquização. Dessa forma, o diploma iria desempenhar um papel mediador entre a formação cultural e o exercício de funções sociais determinadas.

Pode-se afirmar que as tendências englobadas por esse tipo de abordagem possuem uma visão individualista do processo educacional, não possibilitando, na maioria das vezes, trabalhos de cooperação nos quais o futuro cidadão possa experiência a convergência de esforços.

Conhecimento:

Parte-se do pressuposto de que a inteligência seja uma faculdade capaz de acumular/armazenar informações. Aos alunos são apresentados somente os resultados desse processo, para que sejam armazenados.

Evidencia-se o caráter cumulativo do conhecimento humano, adquirido pelo indivíduo por meio de transmissão, de onde se supõe o papel importante da educação formal e da instituição escola.

Atribui-se ao sujeito um papel insignificante na elaboração e aquisição do conhecimento. Ao indivíduo que está "adquirindo" conhecimento compete memorizar definições, anunciando leis, sínteses e resumos que lhes são oferecidos no processo de educação formal.

Educação:

Entendida como instrução, caracterizada como transmissão de conhecimentos e restrita à ação da escola.

Às vezes, coloca-se que, para que o aluno possa chegar, e em condições favoráveis, há uma confrontação com o modelo, é indispensável uma intervenção do professor, uma orientação do mestre.

Trata-se, pois, da transmissão de idéias selecionadas e organizadas logicamente.

Escola

A escola, é o lugar por excelência onde se realiza a educação, a qual se restringe, a um processo de transmissão de informações em sala de aula e funciona como uma agência sistematizadora de uma cultura complexa.

Considera o ato de aprender como uma cerimônia e acha necessário que o professor se mantenha distante dos alunos.

Uma escola desse tipo é freqüentemente utilitarista quanto a resultados e programas preestabelecidos.

As possibilidades de cooperação entre pares são reduzidas, já que a natureza da grande parte das tarefas destinadas aos alunos exige participação individual de cada um deles.

Ensino-aprendizagem

A ênfase é dada às situações de sala de aula, onde os alunos são "instruídos" e "ensinados" pelo professor. Os conteúdos e as informações têm de ser adquiridos , os modelos imitados.

Seus elementos fundamentais são imagens estáticas que progressivamente serão "impressas" nos alunos, cópias de modelos do exterior que serão gravadas nas mentes individuais.

Uma das decorrências do ensino tradicional, já que a aprendizagem consiste em aquisição de informações e demonstrações transmitidas, é a que propicia a formação de reações estereotipadas, de automatismos denominados hábitos, geralmente isolados uns dos outros e aplicáveis, quase sempre, somente às situações idênticas em que foram adquiridos. O aluno que adquiriu o hábito ou que "aprendeu" apresenta, com freqüência, compreensão apenas parcial.

Ignoram-se as diferenças individuais.

É um ensino que se preocupa mais com a variedade e quantidade de noções/conceitos/informações que com a formação do pensamento reflexivo.

Professor-aluno

O professor-aluno é vertical, sendo que ( o professor ) detém o poder decisório quanto a metodologia, conteúdo, avaliação, forma de interação na aula etc.

O professor detém os meios coletivos de expressão. A maior parte dos exercícios de controle e dos de exames se orienta para a reiteração dos dados e informações anteriormente fornecidos pelos manuais.

Metodologia:

Se baseia na aula expositiva e nas demonstrações do professor a classe , tomada quase como auditório .

O professor já traz o conteúdo pronto e o aluno se limita exclusivamente a escutá-lo a didática profissional quase que poderia ser resumida em dar a lição e tomar a lição .

No método expositivo como atividade normal , está implícito o relacionamento professor - aluno , o professor é o agente e o aluno é o ouvinte. O trabalho continua mesmo sem a compreensão do aluno somente uma verificação a posterior é que permitirá o professor tomar consciência deste fato. Quanto ao atendimento individual há dificuldades pois a classe fica isolada e a tendência é de se tratar todos igualmente.

Avaliação

A avaliação visa a exatidão da reprodução do conteúdo comunicado em sala de aula . As notas obtidas funcionam na sociedade como níveis de aquisição do patrimônio cultural .









CAPÍTULO II

ABORDAGEM COPORMENTALISTA
Características gerais:

O conhecimento é um "descoberta" e é nova para o indivíduo que a faz. O que foi descoberto , porém , já se encontrava presente na realidade exterior .

Os comportamentalistas consideram a experiência ou a experimentação planejada como a base do conhecimento , o conhecimento é o resultado direto da experiência..

O homem

O homem é uma conseqüência das influências ou forças existentes no meio ambiente a hipótese de que o homem não é livre é absolutamente necessária para se poder aplicar um método científico no campo das ciências .

O homem dentro desse referencial é considerado como o produto de um processo evolutivo .

O mundo

A realidade para Skinner , é um fenômeno objetivo ; O mundo já é construído e o homem é produto do meio .

O meio pode ser manipulado . O comportamento , por sua vez , pode ser mudado modificando-se as condições das quais ele é uma função , ou seja , alterando-se os elementos ambientais . O meio seleciona .

Sociedade-Cultura

A sociedade ideal , para Skinner ,é aquela que implicarias um planejamento social e cultural .

Qualquer ambiente , físico ou social , deve ser avaliado de acordo com seus efeitos sobre a natureza humana . A cultura ,é representada pelos usos e costumes dominantes , pelos comportamentos que se mantém através dos tempos .

Conhecimento

O conhecimento é o resultado direto da experiência ., o comportamento é estruturado indutivamente , via experiência.

Educação

A educação está intimamente ligada à transmissão cultural .

A educação , pois , deverá transmitir conhecimentos , assim como comportamentos éticos ,práticas sociais , habilidades consideradas básicas para a manipulação e controle do mundo /ambiente.

Escola

A escola é considerada e aceita como uma agência educacional que deverá adotar forma peculiar de controle , de acordo com os comportamentos que pretende instalar e manter.

Ensino-aprendizagem

É uma mudança relativamente permanente em uma tendência comportamental e ou na vida mental do indivíduo , resultantes de uma prática reforçada .

Professor-aluno

Aos educandos caberia o controle do processo de aprendizagem , um controle científico da educação , o professor teria a responsabilidade de planejar e desenvolver o sistema de ensino-aprendizagem , de forma tal que o desempenho do aluno seja maximizado , considerando-se igualmente fatores tais como economia de tempo , esforços e custos.

Metodologia

Nessa abordagem , se incluem tanto a aplicação da tecnologia educacional e estratégias de ensino , quanto formas de reforço no relacionamento professor-aluno.

Avaliação

Decorrente do pressuposto de que o aluno progride em seu ritmo próprio , em pequenos passos , sem cometer erros , a avaliação consiste , nesta abordagem , em se constatar se o aluno aprendeu e atingiu os objetivos propostos quando o programa foi conduzido até o final de forma adequada.

Considerações finais

O meio pode ser controlado e manipulado e , consequentemente ,também o homem pode ser controlado e manipulado .

O ensino é tratado em função de uma tecnologia que , além da aplicação de conhecimentos científicos à prática pedagógica , envolve um conjunto de técnicas diretamente aplicáveis em situações concretas de sala de aula.


CAPÍTULO III

ABORDAGEM HUMANISTA
Características Gerais

Nesta abordagem é dada a ênfase no papel do sujeito como principal elaborador do conhecimento humano . Da ênfase ao crescimento que dela se resulta , centrado no desenvolvimento da personalidade do indivíduo na sua capacidade de atuar como uma pessoa integrada . O professor em si não transmite o conteúdo , dá assistência sendo facilitador da aprendizagem . O conteúdo advém das próprias experiências do aluno o professor não ensina : apenas cria condições para que os alunos aprendam .

Homem

É considerado como uma pessoa situada no mundo . Não existem modelos prontos nem regras a seguir mas um processo de vir a ser . O objetivo do ser humano é a autorealização ou uso pleno de suas potencialidades e capacidades o homem se apresenta como um projeto permanente e mau acabado .

Mundo

O mundo é algo produzido pelo homem diante de si mesmo . O mundo teria o papel fundamental de crias condições de expressão para a pessoa , cuja tarefa vital consiste no pleno desenvolvimento do seu potencial inerente . A ênfase é no sujeito mais uma das condições necessárias para o desenvolvimento individual é o ambiente . Na experiência pessoal e subjetiva o conhecimento é construído no decorrer do processo de vir a ser da pessoa humana . É atribuída ao sujeito papel central e primordial na elaboração e criação do conhecimento .

Ao experienciar o homem conhece . O conhecimento é inerente à atividade humana . O ser humano tem curiosidade natural para o conhecimento .

Educação

Trata-se da educação centrada na pessoa , já que nessa abordagem o ensino será centrado no aluno . A educação tem como finalidade primeira a criação de condições que facilitam a aprendizagem de forma que seja possível seu desenvolvimento tanto intelectual como emocional seria a criação de condições nas quais os alunos pudessem tornar-se pessoas de iniciativas , de responsabilidade , autodeterminação que soubessem aplicar-se a aprendizagem no que lhe servirão de solução para seus problemas servindo-se da própria existência . Nesse processo os motivos de aprender deverão ser do próprio aluno .

Auto-descoberta e autodeterminação são características desse processo .

Escola

A escola será uma escola que respeite a criança tal qual é , que ofereça condições para que ela possa desenvolver-se em seu processo possibilitando a autonomia do aluno . O princípio básico consiste na idéia da não interferência com o crescimento da criança e de nenhuma pressão sobre ela .

O ensino numa abordagem como esta consiste num produto de personalidades únicas , respondendo as circunstâncias únicas num tipo especial de relacionamentos .

A aprendizagem tem a qualidade de um envolvimento pessoal.

Professor-Aluno

Cada professor desenvolverá seu próprio repertório de uma forma única , decorrente da base percentual de seu comportamento . O processo de ensino irá depender do caráter individual do professor , como ele se relaciona com o caráter pessoal do aluno . Assume a função de facilitador da aprendizagem e nesse clima entrará em contato com problemas vitais que tenham repercussão na existência do estudante .

Isso implica que o professor deva aceitar o aluno tal como é e compreender os sentimentos que ele possui .

O aluno deve responsabilizar-se pelos objetivos referentes a aprendizagem que tem significado para eles .

As qualidades do professor podem ser sintetizadas em autenticidade compreensão empática , aceitação e confiança no aluno .

Metodologia

Não se enfatiza técnica ou método para facilitar a aprendizagem . Cada educador eficiente deve elaborar a sua forma de facilitar a aprendizagem no que se refere ao que ocorre em sala de aula é a ênfase atribuída a relação pedagógica , a um clima favorável ao desenvolvimento das pessoas que possibilite liberdade para aprender .

Avaliação

Só o indivíduo pode conhecer realmente sua experiência , só pode ser julgada a partir de critérios internos do organismo . O aluno deverá assumir formas de controle de sua aprendizagem , definir e aplicar os critérios para avaliar até onde estão sendo atingidos os objetivos que pretende , com responsabilidade . O diretivismo no ensino é aqui substituído pelo não diretivismo : As relações verticais impostas por relações EU - TU e nunca EU - ISTO ; As avaliações de acordo com padrões prefixados , por auto avaliação dos alunos .

Considerando-se pois o fato de que só o indivíduo pode conhecer realmente a sua experiência , esta só pode ser julgada a partir de critérios internos do organismo.


CAPÍTULO IV

ABORDAGEM COGNITIVISTA
Características gerais

A organização do conhecimento , processamento de informações estilos de pensamento ou estilos cognitivos , comportamentos relativos à tomada de decisões.

Homem e mundo

O homem e mundo serão analisados conjuntamente , já que o conhecimento é o produto da interação entre eles , entre sujeito e objeto .

Sociedade-cultura

Os fatos sociológicos , pois , tais como regras , valores , normas , símbolos. De acordo com este posicionamento , variam de grupo para grupo , de acordo como o nível mental médio das pessoas que constituem o grupo .

Conhecimento

O conhecimento é considerado como uma construção contínua. A passagem de um estado de desenvolvimento para o seguinte é sempre caracterizada por formação de novas estruturas que não existiam anteriormente no indivíduo .

Educação

O processo educacional , consoante a teoria de desenvolvimento e conhecimento , tem um papel importante , ao provocar situações que sejam desequilibradoras para o aluno , desequilíbrios esses adequados ao nível de desenvolvimento em que a criança vive intensamente ( intelectual e afetivamente ) cada etapa de seu desenvolvimento .

Escola

Segundo Piaget, a escola deveria começar ensinando a criança a observar . A verdadeira causa dos fracassos da educação formal , diz , decorre essencialmente do fato de se principiar pela linguagem ( acompanhada de desenhos , de ações fictícias o narradas. ) ao invés de o fazer pela ação real e material .

Ensino -aprendizagem

Um ensino que procura desenvolver a inteligência deverá priorizar as atividades do sujeito , considerando-o inserido numa situação social .

Professor aluno

Ambos os pólos da relação devem ser compreendidos de forma diferente da convencional , no sentido de um transmissor e um receptor de informação . Caberá ao professor criar situações , propiciando condições onde possam se estabelecer reciprocidade intelectual e cooperação ao mesmo tempo moral e racional.

Metodologia

O desenvolvimento humano que traz implicações para o ensino .Uma das implicações fundamentais é a de que a inteligência se constrói a partir da troca do organismo como o meio , por meio das ações do indivíduo . A ação do indivíduo , pois , é centro do processo e o fator social ou educativo constitui uma condição de desenvolvimento .

Avaliação

A avaliação terá de ser realizada a partir de parâmetros extraídos da própria teoria e implicará verificar se o aluno já adquiriu noções , conservações , realizou operações , relações etc. O rendimento poderá ser avaliado de acordo como a sua aproximação a uma norma qualitativa pretendida.

Considerações finais

Tudo o que se aprende é assimilado por uma estrutura já existente e provoca uma restruturação . No comportamentalismo , o que o organismo geralmente persegue é o esforço e não a aprendizagem em si. Esta interessa apenas ao professor.

O ESTUDO DO COMPORTAMENTO

behaviorismo dedicou-se ao estudo do comportamento na relação que este mantém com o meio ambiente onde ocorre . Mas como comportamento e meio são termos amplos demais para poderem ser úteis para uma análise descritiva nesta ciência , os psicólogos desta tendência chegaram aos conceitos e etímulo e resposta ( teoria S-R ) .

Estímulo e resposta são portanto as unidades básicas da descrição e o ponto de partida para uma ciência do comportamento .

O homem começa a ser estudado como produto do processo de aprendizagem pelo qual passa desde a infância , ou seja, como produto das associações estabelecidas durante sua vida entre estímulos ( do meio ) e respostas ( manifestações comportamentais ).

A base da corrente skinneriana está na formulação do condicionamento operante . Para desenvolvermos este conceito, retrocederemos um pouco na história do Behaviorismo , introduzindo as noções de comportamento reflexo e condicionamento respondente para então chegar ao condicionamento operante .

CONDICIONAMENTO RESPONDENTE

comportamento reflexo é o comportamento não voluntário ( reflexo ) e inclui as respostas que são eliciadas ( "produzedas") por modificações especiais de estímulos do ambiente.

Skinner concentrou seus estudos na possibilidade de condicionar os comportamentos operantes .

CONDICIONAMENTO OPERANTE

O comportamento operante é o comportamento voluntário e abrange um quantidade muito maior da atividade humana - desde os comportamentos do bebê de balbuciar , agarrar objetos , olhar os enfeites do berçoaté os comportamentos mais sofisticados que o adulto apresenta.

BEHAVIORISMO : SUA APLICAÇÃO

São conhecidos os métodos de ensino programado e o controle e organização das situações de aprendizagem , bem como a elaboração de uma tecnologia de ensino.

O trabalho educativo de crianças exepcionais.

A GESTALT

A PSICOLOGIA DA FORMA

Gestald é um termo alemão de difícil tradução . O termo mais próximo em português seria forma ou configuração , que não é utilizado por não corresponder exatamente ao seu real significado em Psicologia.

A PERCEPÇÃO

A percepção é o ponto de partida e também um dos temas centrais dessa teoria . Os experimentos co


CAPÍTULO V

ABORDAGEM SÓCIO-CULTURAL
CARACTERÍSTICAS GERAIS

Pode-se situar Paulo Freire com sua obra , enfatizando aspectos sócio-político-cultural , havendo uma grande preocupação com a cultura popular , sendo que tal preocupação vem desde a II Guerra Mundial com um aumento crescente até nossos dias.

HOMEM-MUNDO

O homem está inserido no contexto histórico. O homem é sujeito da educação , onde a ação educativa promove o próprio indivíduo , como sendo único dentro de uma sociedade / ambiente.

SOCIEDADE-CULTURA

O homem alienado não se relaciona com a realidade objetivo, como um verdadeiro sujeito pensante: o pensamento é dissociado da ação .

conhecimento

A elaboração e o desenvolvimento do conhecimento estão ligados ao processo de conscientização .

EDUCAÇÃO

Toda ação educativa , para que seja válida, deve, necessariamente, ser precedida tanto de uma reflexão sobre o homem como de uma análise do meio de vida desse homem concreto , a quem se quer ajudar para que se eduque .

ESCOLA

Deve ser um local onde seja possível o crescimento mútuo , do professor e dos alunos, no processo de conscientização o que indica uma escola diferente de que se tem atualmente, coma seus currículos e prioridades.

ENSINO APRENDIZAGEM

Situação de ensino - aprendizagem deverá procurar a superação da relação opressor - oprimido.

A estrutura de pensar do oprimido está condicionada pela contradição vivida na situação concreta, existencial em que o oprimido se forma. Resultando consequencias tais como:

ser ideal é ser mais homem...
atitude fatalista
atitude de auto desvalia
o medo da liberdade ou a submissão do oprimido.

PROFESSOR-ALUNO

Relação professor-aluno é horizontal

Professor empenhado na prática transformadora procurará desmitificar e questionar , junto com o aluno .

METODOLOGIA

- Os alunos recebem informações e analisam os aspectos de sua própria experiência existencial

- Utilizando situações vivenciais de grupo , em forma de debate Paulo Freire delineou seu método de alfabetização .

Características :

Ser ativa

Criar um conteúdo pragmático próprio

Enfatiza o diálogo crítico.

BIBLIOGRAFIA:
ABREU,Maria Célia e MASETTO, Marcos Tarcísio. O Professor Univrsitário em Aula. SP E MG Editores Associados, 1987.
BORDENAV, Juan Dias e PEREIRA, Aldir Martins. Estratégias de Ensino-Aprendizagem.
Petrópolis:Vozes, 1983.
MIZUKAMI , Maria das Graças Nicollete, A prática da Educação: como ensinar. Porto Alegre .ArtMed, 2008.

quarta-feira, 16 de março de 2011

EVENTOS EM SAÚDE 2010 \ 2011.

EDUCAÇÃO PERMANENTE.2011.


EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA.2010



SEMINÁRIO EM BH.





ALUNOS DE ENFERMAGEM, AULA PRÁTICA.





ENTREGA DE CERTIFICADO PELO PREFEITO DE ALÉM PARAÍBA.2010.














EQUIPE DE SAÚDE.2010.

















CAPACITAÇÃO SOBRE O SUS.2010



























PALESTRA CONFERÊNCIA DE SAÚDE.2010.
















EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA








DST\AIDS

TEXTO 2 MODULO 2: AS TEORIAS DA APRENDIZAGEM







Behaviorismo

Construtivismo

Teoria de Piaget

As Neurociências

Teoria das Inteligências Múltiplas

Os Estilos de Aprendizagem

A dominância cerebral

A Aprendizagem Consciente

A inteligência Artificial

A Aprendizagem das Espécies

Aprendizagem e Meta-Aprendizagem




BEHAVIORISMO
("Teóricos do Comportamento")

Definição

Teoria da aprendizagem (humana e animal) que se centra apenas nos "comportamentos objectivamente observáveis" negligenciando as actividades mentais... A aprendizagem é simplesmente definida como a aquisição de um novo comportamento.

Princípios do Behaviorismo

A forma mais simples de aprendizagem é a habituação, isto é, a diminuição da tendência para responder aos estímulos que, após uma exposição repetida, se tornaram familiares. O organismo aprende que já encontrou um dado estímulo numa situação anterior.

O "condicionamento" é um processo universal de aprendizagem:

1) Condicionamento clássico : engloba o reflexo natural de resposta a um estímulo. O organismo aprende a associar dois estímulos :

- o EI (estímulo incondicionado) - que surge antes do condicionamento e evoca uma RI (resposta incondicionada);

- o EC (estímulo condicionado) - estímulo que se emparelha sucessivamente ao EI e que acaba por evocar uma RC (resposta condicionada) em geral semelhante à RI.

2) Condicionamento instrumental (operante) : que envolve o reforço da resposta ao estímulo. Trata-se de um simples sistema de retroacção (feedback) que obedece à lei do efeito de Thorndike segundo a qual a tendência para realizar a resposta é fortalecida se esta for seguida de recompensa (reforço) e enfraquecida se não o for. Ao contrário do que acontece no "condicionamento clássico" - em que a RC é evocada pelo EC - no "condicionamento operante" a "RC é emitida do interior do organismo" (Skinner).

Críticas:

a) Não leva em conta algumas capacidades intelectuais das espécies superiores;

b) Não explica alguns tipos de aprendizagem , como por exemplo o reconhecimento de padrões de fala diferentes detectados em bebés que não tinham sido antes reforçados para tal;

c) Não explicam alguns dados conhecidos de adaptação, por parte de alguns animais, dos seus comportamentos (previamente reforçados ) em novos contextos...



O CONSTRUTIVISMO

Definição:

Teoria da Aprendizagem que parte do pressuposto de que todos nós construimos a nossa própria concepção do mundo em que vivemos a partir da reflexão sobre as nossas próprias experiências.

Cada um de nós utiliza "regras" e "modelos mentais" próprios (que geramos no processo de reflexão sobre a nossa experiência pessoal), consistindo a aprendizagem no ajustamento desses "modelos" a fim de poderem "acomodar" as novas experiências...

Princípios do Construtivismo

1) A Aprendizagem é uma constante procura do significado das coisas. A Aprendizagem deve pois começar pelos acontecimentos em que os alunos estão envolvidos e cujo significado procuram construir...

2) A construção do significado requer não só a compreensão da "globalidade" como das "partes" que a constituem. As "partes" devem ser compreendidas como integradas no "contexto" das "globalidades". O processo de aprendizagem deve portanto centrar-se nos "conceitos primários" e não nos "factos isolados".

3) Para se poder ensinar bem é necessário conhecer os modelos mentais que os alunos utilizam na compreensão do mundo que os rodeia e os pressupostos que suportam esses modelos.

4) Aprender é construir o seu próprio significado e não o encontrar as "respostas certas" dadas por alguém.

(Jackeline e Martin BROOKS : "The Case for Constructivist Classrooms)



A PERSPECTIVA DESENVOLVIMENTALISTA DE PIAGET

Definição

Modelo que se baseia na ideia de que a criança, no seu desenvolvimento, constrói estruturas cognitivas sofisticadas - que vão dos poucos e primitivos reflexos do recém-nascido até às mais complexas actividades mentais do jovem adulto. De acordo com Piaget, a estrutura cognitiva é um "mapa" mental interno, um "esquema" ou uma "rede" de conceitos construidos pelo indivíduo para compreender e responder às experiências que decorrem dentro do seu meio envolvente.

Princípios

A teoria de Piaget identifica quatro estádios de desenvolvimento e um conjunto de processos através dos quais acriança progride de um estádio a outro:

1) Estádio Sensório-Motor ( do nascimento aos 2 anos) - a criança, através de uma interacção física com o seu meio, constrói um conjunto de "esquemas de ac¡ão" que lhe permitem compreender a realidade e a forma como esta funciona.Acriança desenvolve o conceito de permanência do objecto, constrói alguns esquemas sensório-motores coordenados e é capaz de fazer imitações genuínas (adquirindo representações mentais cada vez mais complexas);

2) Estádio Pré-Operatório (2 - 6 anos) - a criança é competente ao nível do pensamento representativo mas carece de operações mentais que ordenem e organizem esse pensamento. Sendo egocêntrica e com um pensamento não reversvel, a´criança não é ainda capaz, por exemplo de conservar o número e a quantidade.

3) Operações Concretas (7 - 11 anos) - conforma a experiência física e concreta se vai acumulando, a criança começa a conceptualizar, criando "estruturas lógicas" para a explicação das suas experiências mas ainda sem abstracção.

4) Operações Formais (11- 15 anos) - Como resultado da estruturação progressiva do estádio anterior a criança atinge o raciocínio abstracto, conceptual, conseguindo ter em conta as hipóteses possíveis e sendo capaz de pensar cientificamente.



A perspectiva das NEUROCIÊNCIAS

Definição

As neurociências dedicam-se ao estudo do sistema nervoso humano, ao estudo do cérebro e das bases biológicas da consciência, da percepção, da memória e da aprendizagem.

Princípios

* O sistema nervoso e o cérebro são as bases físicas/biológicas do nosso processo de aprendizagem,o suporte material do funcionamento intelectual

* O suporte material do funcionamento intelectual, surge como um órgão composto por três cérebros: o arqueocortex (cérebro "réptil", que data de há 250 milhões de anos), que controla as funções básicas sensório-motoras, assegurando as relações com o meio e a adaptação; o paleocortex (cérebro "límbico", que data dos "mamíferos", há 150 milhões de anos), que controla as emoções elementares (medo, fome, ...), o instinto genésico (relativo à procriação), a memória, o olfacto e outros instintos básicos; o "neocortex" (que data dos novos mamíferos de há algumas centenas de milhares de anos), que representa cerca de 85% da massa cerebral e que controla a cognição, o raciocínio a linguagem e a inteligência.

* O cérebro não é um computador - A estrutura das conexões neuronais no cérebro é livre, flexível, "como que uma teia", sobreposta e redundante. Para um sistema como este é impossível funcionar como qualquer computador de processamento linear ou paralelo. A melhor descrição do cérebro será vê-lo como "um sistema auto-regulável".

* O cérebro altera-se com o uso através de toda a vida. A concentração mental e o esfor¡o alteram a estrutura física do cérebro.

* Os neurónios (células nervosas), conectados entre si através das "dendrites", são cerca de 100 biliões e podem ter entre 1 e 10 000 sinapses cada um. A complexidade das conexões possíveis é incalculável e o próprio padrão das conexões sinápticas pode alterar-se com o uso do cérebro, isto é, após uma conexão sináptica estabelece-se um padrão que faz com que essa mesma conexão seja mais fácil numa próxima vez (resultando mesmo numa alteração física da sinapse), como acontece por exemplo no campo da memória.



AS MÚLTIPLAS INTELIGÊNCIAS
(Howard Gardner)

Definição

Teoria desenvolvida por Gardner que sugere a existência de pelo menos 7 inteligências distintas, isto é, de 7 distintas maneiras de perceber e "conhecer" o mundo e de as pessoas resolverem os problemas que lhes surgem, correspondendo de alguma forma a 7 estilos de aprendizagem.

Princípios

Gardner define "Inteligência" como um conjunto de competências que:

é autónomo das outras capacidades humanas;

tem um núcleo base de operações de "processamento de informação";

tem uma história diferenciada de desenvolvimento (estádios de desenvolvimento por que todas as pessoas passam);

tem raízes prováveis na evolução filogenética; e

pode ser codificada num sistema de símbolos .

As sete inteligências identificadas por Gardner são:

Verbal / Linguística - A habilidade para "brincar com as palavras", contar histórias, ler e escrever. A pessoa com este estilo de aprendizagem tem facilidade em recordar nomes, lugares, datas e coisas semelhantes;

Lógica / Matemática - A capacidade para "brincar com as questões", para o raciocínio e pensamento indutivo e dedutivo, para o uso de números e resolução de problemas matemáticos e lógicos;

Visual / Espacial - Habilidade para visualizar objectos e dimensões espaciais, para criar "imagens" internas. Este tipo de pessoas adoram desenhar, pintar, visitar exposições, visualisar slides, videos e filmes...

Somato-Quinestésica - Conhecimento do corpo e habilidade para controlar os movimentos corporais. As pessoas com este "tipo de inteligência" movem-se enquanto falam, usam o corpo para expressar as suas ideias, gostam de dançar, de praticar desportos e outras actividades motoras.

Musical - Rítmica - Habilidade para reconhecer sons e ritmos; trata-se de pessoas que gostam de ouvir música, de cantar e até de tocar algum instrumento musical.

Interpessoal - Capacidade de relacionamento interpessoal. São pessoas que estão sempre rodeadas de amigos e gostam de conviver.

Intrapessoal - Auto-reflexão, metacognição e consciência das realidades espirituais. São pessoas que preferem "estar sós" e pouco dadas a convívios.

(Gardner - Frames of Mind: The Theory of Multiple Intelligences)



OS ESTILOS DE APRENDIZAGEM

Definição

Teoria da Aprendizagem que parte da ideia de que os indivíduos têm diferentes maneiras de "perceber" e de "processar a informação" o que implica diferenças nos seus processos de aprendizagem.

Princípios

O conceito de "estilos de aprendizagem" tem a sua raíz na Psicologia, especialmente na classificação dos "tipos psicológicos" (C. Jung).

Das interacções entre os dados genéticos do indivíduo e as exigências do meio resultam diferentes formas de recolher e processar a informação, podendo apontar-se os seguintes tipos:

Relativamente à Recolha da Informação :

Os Concretos - recolhem a informação através da experiência directa, fazendo e agindo, percebendo e sentindo;

Os Abstractos - Recolhem a informação através da análise e observação, pensando...

Relativamente ao Processamento da Informação :

Os Activos - Fazem imediatamente qualquer coisa com a informação que recolheram da experiência;

Os Reflexivos - Após a recolha de novas informações pensam nelas e reflectem sobre o assunto.

(McCarthy - Teaching to Learning Styles with Right/Left Mode Techniques)



CÉREBRO DIREITO / CÉREBRO ESQUERDO

Definição

Uma teoria acerca da estrutura e funções do cérebro que sugere que:

a) os diferentes hemisférios cerebrais controlam diferentes "modos" de pensar;

b) todos nós temos uma preferência por um ou outro desses modos.

Princípios

A investiga¡ão tem demonstrado que os dois lados (hemisférios) do cérebro são responsáveis por diferentes modos de pensamento admitindo-se que, em geral, essa divisão implica:



Hemisfério Esquerdo
Hemisfério Direito

Lógico
Aleatório

Sequencial
Holístico (simultâneo)

Racional
Intuitivo

Analítico
Sintético

Objectivo
Subjectivo

Percebe o pormenor
Percebe a forma


A maioria dos indivíduos tem uma preferência por um destes estilos de pensamento; no entanto, algumas pessoas são adeptas dos dois estilos (ambidextras). Em geral a Escola tende a valorizar o modo de pensar do hemisfério esquerdo (que enfatiza o pensamento lógico e a análise) em detrimento do modo característico do hemisfério direito (que é mais adequado para as artes, os sentimentos e a criatividade).

(Bernie McCarthy - Teaching to Learning Styles with Right/Left Mode Techniques)



A APRENDIZAGEM CONSCIENTE

" De acordo com os resultados dos estudos experimentais em pedagogia podemos definir sete estádios de aprendizagem humana ao longo de toda a vida ...

Primeiro Estádio: Aprendizagem de sinais em função de estímulos-respostas, quer vegetativos, quer involuntários;

Segundo Estádio: Aprendizagem das relações estímulos-respostas musculares ou voluntárias;

Terceiro Estádio: Aprendizagem de cadeias mentais ou verbais;

Quarto Estádio: Aprendizazgem de uma discriminação múltipla, isto é, escolha voluntária entre várias respostas em função de um estímulo dado;

Quinto Estádio: Aprendizagem de um conceito, isto é, escolha entre várias respostas em função de vários estímulos;

Sexto Estádio: Aprendizagem de um princípio, isto é, combinação de conceitos que conduzem ao conhecimento, no quadro de um contexto.

Sétimo Estádio: Aprendizagem da resolução de um problema, isto é, reflexão tendo em conta o meio.

"É preciso insistir no facto de os processos de aprendizagem serem baseados no sistema de comunica¡ão entre o cérebro e o meio, por intermédio do corpo."

(Daniel Dubois (1994): "O Labirinto da Inteligência. Da Inteligência Natural à Inteligência Fractal"; Lisboa: Instituto Piaget; pg 38)



Aprendizagem e Inteligência Artificial - Alguns Conceitos ...

Daniel Dubois ( engenheiro civil / cibernética)

"A inteligência é como um prisma de numerosas faces. Não se trata de uma qualidade própria das condutas humanas, mas sim de uma função auto-organizadora de comportamentos que se desenvolvem e evoluem. O cérebro humano não é o único suporte da inteligência: qualquer outro sistema, quer seja natural ou artificial, pode engendrar comportamentos inteligentes... O objectivo de um sistema inteligente é reconstruir a (ou as) melhor(es) representação (ões) do seu meio e de si próprio, a fim de adquirir o máximo de autonomia e de ser o menos possível sensível às flutuações do meio. Para atingir este objectivo, ele desenvolve a actividade de aprender e de auto-aprender.

A APRENDIZAGEM é, precisamente, o processo que permite a criação de novas representações. Pode ser "inculcada", no sentido em que estas novas representações são propostas aos sistemas inteligentes, que as assimilam. A auto-aprendizagem é o processo pelo qual o sistema inteligente cria, por si próprio, novas representações... O cérebro humano parece ser o único sistema inteligente dotado daquilo a que chamamos a meta-aprendizagem [aprendizagem da aprendizagem - que pode ser "inculcada sob a forma de regras/instruções] e a meta-auto-aprendizagem [reflexão do sistema sobre os seus próprios métodos de auto-aprendizagem - que se assemelha ao fenómeno da consciência]" (O labirinto da Inteligência, pp. 15-17)

Georges Vignaux ( neuropsicologia)

"... qualquer aprendizagem num sistema ou num ser vivo manifestar-se-á pela aquisição de uma ou mais propriedades que não são inatas neste sistema ou neste ser ..." ( As ciências cognitivas ; pp.135)



O MODELO DE APRENDIZAGEM BASEADO EM REGRAS

( Segundo Daniel Dubois)

Ideias principais:

"Os patrimónios genéticos dos seres vivos são mais ricos em regras de aprendizagem do que em informações" [... os ratos (como demonstrou Tolman) constroem mapas mentais do seu espaço familiar; as abelhas dispõem de mapas mentais estabelecidos no decurso de uma fase instintiva de reconhecimento do território; experiências com pombos sugerem que eles têm uma capacidade inata de generalização de certos conceitos ...]

Muitos animais, como parecem provar as investigações feitas no domínio das neurociências, estão mais particularmente aptos em certos domínios favorecidos pela selecção natural e são particularmente "estúpidos" ou inaptos no que toca às aprendizagens que não têm que ver com o seu estilo de vida.

No entanto, " O cérebro humano, para além da sua capacidade de memorizar e de tratar conhecimentos, teria a possibilidade de memorizar e tratar regras de aprendizagem por meta-aprendizagem, que é, ela própria, constituida pela memorização de meta-regras adquiridas e/ou inatas."

"Através da auto-aprendizagem, o cérebro humano teria, além da sua capacidade de memorizar e de tratar os conhecimentos descobertos em si próprio ou adquiridos automaticamente no exterior, a possibilidade de memorizar e de tratar auto-regras de aprendizagem, através de meta-auto-regras adquiridas e/ou inatas".

"Este último tipo de aprendizagem implica decisões "conscientes" no momento ... tendo como consequência o enfraquecimento da acção do instinto sobre o homam".

"Esta aprendizagem reflectida ...é uma componente essencial da inteligência humana"

Embora a estrutura e a função dos neurónios sejam idênticas em todos os seres vivos (animais e humanos), a organização dos fluxos de informação neuronais é própria de cada espécie ... O próprio processo de aprendizagem tem, portanto, uma parte de inato e uma parte de adquirido ...



OS MOMENTOS DA APRENDIZAGEM

(Segundo Daniel Dubois)

A aprendizagem envolve quatro tipos de conceitos:

A aprendizagem propriamente dita - processo através do qual se criam novas representações - que pode ser inculcada, no sentido em que representações já prontas podem ser propostas aos sistemas inteligentes, que as assimilam;

A auto-aprendizagem - processo através do qual os próprios sistemas inteligentes criam novas representações;

A meta-aprendizagem - processo que se refere à aprendizagem da própria aprendizagem - que pode ser inculcada sob a forma de regras que orientam, guiam ou canalizam o processo de aprendizagem;

A meta-auto-aprendizagem - processo referente à reflexão do sistema inteligente sobre os seus métodos de auto-aprendizagem. Neste aspecto, a meta-auto-aprendizagem assemelha-se à Consciência.

texto1 modulo 1 : Didática Pedagógica




Didática Pedagógica (módulo 1 )
Professor Eduardo Pires
A formação de um educador como profissional na área acadêmica fica muito além de sua experiência prática e seus conhecimentos fora dela. É preciso de conhecimentos que criem uma interface entre o empirismo e a arte de como ensinar de forma científica. Neste contexto, a titularidade de um docente com vasta experiência não-acadêmica e com formação pedagógica e didática, tendo como pilares a arte e ciência da educação e do ensino, é de essencial importância para que a educação chegue aos educandos de forma correta e assimilativa. A didática do ensino é uma extraordinária técnica para o ensinamento dos educandos, pois mostra que saber ensinar não é somente ter experiência fora da sala de aula. Precisa saber como lhe dar com os alunos de forma científica, apresentando as técnicas corretas para o ensino-aprendizado correto. Ao explicar como a Didática do Ensino Superior pode ser eficaz na formação do educando, será apresentado seu conceito histórico e o reconhecimento pela importância do ensino ou da aprendizagem. Também, serão contrastadas as diferentes abordagens a cerca do processo de aprendizagem e os princípios da Pedagogia e da Andragogia, bem como os fatores que contribuem para eficácia da aprendizagem.

A Didática:
A palavra didática vem da expressão grega Τεχνή διδακτική (techné didaktiké), que se pode traduzir como arte ou técnica de ensinar. A didática é a parte da pedagogia que se ocupa dos métodos e técnicas de ensino, destinados a colocar em prática as diretrizes da teoria pedagógica. A didática estuda os diferentes processos de ensino e aprendizagem. O educador Jan Amos Komenský, mais conhecido por Comenius, é reconhecido como o pai da didática moderna, e um dos maiores educadores do século XVII.
Os Elementos da Ação Didática São:
• o professor
• o aluno
• a disciplina (matéria ou conteúdo)
• o contexto da aprendizagem
• as estratégias metodológicas
Professor é uma pessoa que ensina uma ciência, arte, técnica ou outro conhecimento. Para o exercício dessa profissão, requer-se qualificações académicas e pedagógicas, para que consiga transmitir/ensinar a matéria de estudo da melhor forma possível ao aluno.
Aluno (do latim alumnus, alumnié) é o indivíduo que recebe formação e instrução de um ou vários professores ou mestres para adquirir ou ampliar seus conhecimentos,[1] geralmente nas áreas intelectuais.
Contexto é a relação entre o texto e a situação em que ele ocorre. É o conjunto de circunstâncias em que se produz a mensagem - lugar e tempo, cultura do emissor e do receptor, etc. - e que permitem sua correta compreensão. Também corresponde onde é escrita a palavra, isto é, a oração onde ela se encontra.
A Metodologia é o estudo dos métodos. Ou então as etapas a seguir num determinado processo.Tem como objetivo captar e analisar as características dos vários métodos indispensáveis, avaliar suas capacidades, potencialidades, limitações ou distorções e criticar os pressupostos ou as implicações de sua utilização.Além de ser uma disciplina que estuda os métodos, a metodologia é também considerada uma forma de conduzir a pesquisa ou um conjunto de regras para ensino de ciência e arte.
Educação Expressiva:
Segundo a Dra. Marcelli Ferraz, em sua obra Educação Expressiva - um novo Paradigma Educativo, 2011: A Educação Expressiva se define pelo estímulo de expressões não verbais em contexto educativo, socio-educativo, em sala de aula ou em educação comunitária, com a finalidade de promover a formulação do conhecimento e o desenvolvimento de competências humanas.
Por expressão não verbal entendemos ser tudo que não utiliza a palavra falada, a fala estruturada, ou o diálogo consciente, como forma central de expressão e comunicação. Centram-se na expressão não verbal, estimulada através do uso de mediadores e técnicas expressivas, que valorizam o sentir, a emoção, as memórias, os sentidos, e foge da estrutura racional do discurso, da fala e da oratória.
Antes mesmo do surgimento evolutivo do homo sapiens sapiens, e do surgimento da linguagem estruturada, os hominídeos já se comunicavam de maneira muito organizada através da utilização de formas não verbais de comunicação, que se materializavam na pintura, na dança, nos rituais e em outras formas. Desta maneira, podemos observar que a comunicação não verbal, seja ela artística ou de outra dimensão criativa, é um atributo da própria natureza humana.
A introdução do conceito expressivo na educação, por mais disperso que à princípio pareça ser, preconiza a construção de conhecimento, através de um processo ensino-aprendizagem que leva o indivíduo a aprender, a saber pensar, criar, inovar, construir conhecimentos, participar activamente de seu próprio crescimento, sempre orientado pela sua experiência, de seus pares e os facilitadores do processo conhecimento - os Educadores Expressivos. Permitindo assim, que ao indivíduo apoderar-se do único ser que ele é, expressar-se e através da relação interpessoal que estabelece com outros (grupo ou Educador Expressivo), reconhecendo em si e nesta relação o conhecimento que traz e constrói com o outro.
Esta nova forma de pensar a Educação pressupõe que educar significa, portanto, propiciar situações, experiências e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento biopsicossocial do indivíduo através de mediadores expressivos, tais como a expressão artística, plástica, dramática, lúdica, musical, entre muitos outros.
Aprendizagem:
O processo de aprendizagem ou aprender pode ser definido de forma sintética como o modo como os seres adquirem novos conhecimentos, desenvolvem competências e mudam o comportamento. Contudo, a complexidade desse processo dificilmente pode ser explicada apenas através de recortes do todo. Por outro lado, qualquer definição está, invariavelmente, impregnada de pressupostos político-ideológicos, relacionados com a visão de homem, sociedade e saber.

As definições de aprendizagem:
Segundo alguns estudiosos, a aprendizagem é um processo integrado que provoca uma transformação qualitativa na estrutura mental daquele que aprende. Essa transformação se dá através da alteração de conduta de um indivíduo, seja por Condicionamento operante, experiência ou ambos,de uma forma razoavelmente permanente. As informações podem ser absorvidas através de técnicas de ensino ou até pela simples aquisição de hábitos. O ato ou vontade de aprender é uma característica essencial do psiquismo humano, pois somente este possui o caráter intencional, ou a intenção de aprender; dinâmico, por estar sempre em mutação e procurar informações para o aprendizagem; criador, por buscar novos métodos visando a melhora da própria aprendizagem, por exemplo, pela tentativa e erro.
Um outro conceito de aprendizagem é uma mudança relativamente durável do comportamento, de uma forma mais ou menos sistemática, ou não,adquirida pela experiência, pela observação e pela prática motivada.
O ser humano nasce potencialmente inclinado a aprender, necessitando de estímulos externos e internos (motivação, necessidade) para o aprendizado. Há aprendizados que podem ser considerados natos, como o ato de aprender a falar, a andar, necessitando que ele passe pelo processo de maturação física, psicológica e social. Na maioria dos casos a aprendizagem se dá no meio social e temporal em que o indivíduo convive; sua conduta muda, normalmente, por esses fatores, e por predisposições genéticas.
Processo de Aprendizagem:
Segundo os behavioristas a aprendizagem é uma aquisição de comportamentos através de relações entre Ambiente e Comportamento, ocorridas numa história de contingências, estabelecendo uma relação funcional entre Ambiente e Comportamento

Ambiente: Comportamento → Reforço

Apresenta como principais características:
• O indivíduo é visto como ativo em todo o processo.
• A aprendizagem é sinónimo de comportamento adquirido
• O reforço é um dos principais motores da aprendizagem
• A aprendizagem é vista como uma modelagem do comportamento
Em algumas abordagens cognitivas, considera-se que o homem não pode ser considerado um ser passivo. Enfatiza a importância dos processos mentais no processo de aprendizagem, na forma como se percebe, seleciona, organiza e atribui significados aos objetos e acontecimentos.
É um processo dinâmico, centrado nos processos cognitivos, em que temos:

INDIVIDUO → INFORMAÇÃO → CODIFICAÇÃO → RECODIFICAÇÃO →
PROCESSAMENTO → APRENDIZAGEM

De uma perspectiva humanista existe uma valorização do potencial humano assumindo-o como ponto de partida para a compreensão do processo de aprendizagem. Considera que as pessoas podem controlar seu próprio destino, possuem liberdade para agir e que o comportamento delas é consequência da escolha humana. Os princípios que regem tal abordagem são a auto-direção e o valor da experiência no processo de aprendizagem. Preocuparam-se em tornar a aprendizagem significativa, valorizando a compreensão em detrimento da memorização tendo em conta, as características do sujeito, as suas experiências anteriores e as sua motivações.
O indivíduo é visto como responsável por decidir o que quer aprender
Aprendizagem é vista como algo espontâneo e misterioso.

Numa abordagem social, as pessoas aprendem observando outras pessoas no interior do contexto social. Nessa abordagem a aprendizagem é em função da interacção da pessoa com outras pessoas, sendo irrelevante condições biológicas.O ser humano nasce como uma 'tábula rasa', sendo moldado pelo contato com a sociedade.
AS TEORIAS DA APRENDIZAGEM (módulo 2)
Bibliografia
• PAÍN, Sara. Diagnóstico e Tratamento dos Problemas de Aprendizagem. 3ª edição
Porto Alegre, Artes Médicas, 1989
• PIAGET, Jean. Seis Estudos de Psicologia; tradução Maria Alice Magalhães D’Amorim e Paulo Sérgio Lima Silva.23ª edição, Rio de Janeiro: Forence Universitária,1998.
• PIAGET, Jean. O Juízo Moral na Criança. São Paulo, Summus, 1994
• PIAGET, Jean e INHELDER, Bärbel. A psicologia da criança. São Paulo : DIFEL, 1982.
• PIAGET, Jean. Como se desarolla la mente del niño. In : PIAGET, Jean et allii. Los años postergados: la primera infancia. Paris : UNICEF, 1975.
• PIAGET, Jean. Biologia e Conhecimento. 2ª Ed. Vozes : Petrópolis, 1996.
• PIAGET, Jean. A equilibração das estruturas cognitivas. Rio de Janeiro : Zahar, 1975.
• VYGOTSKY, L. S. A Formação Social da Mente. São Paulo, Martins Fontes, 1991

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

TEXTO 8 :DEFICIÊNCIA VISUAL





Caracterização


É considerado cego aquele que apresenta desde ausência total de visão até a perda da percepção luminosa. Na medicina duas escalas oftalmológicas estabelecem a existência de dois grupamentos de deficientes visuais: acuidade visual (ou seja, aquilo que se enxerga a determinada distância) e campo visual (a amplitude da área alcançada pela visão).

O termo cegueira não significa, necessariamente, total incapacidade para ver. Na verdade, sob cegueira poderemos encontrar pessoas com vários graus de visão residual. Engloba prejuízos dessa aptidão a níveis incapacitantes para o exercício de tarefas rotineiras.

Uma pessoa é considerada cega se corresponde a um dos critérios seguintes: a visão corrigida do melhor dos seus olhos é de 20/200 ou menos, isto é, se ela pode ver a 20 pés (6 metros) o que uma pessoa de visão normal pode ver a 200 pés (60 metros), ou se o diâmetro mais largo do seu campo visual subentende um arco não maior de 20 graus, ainda que sua acuidade visual nesse estreito campo possa ser superior a 20/200. Esse campo visual restrito é muitas vezes chamado "visão em túnel" ou "em ponta de alfinete", e a essas definições chamam alguns "cegueira legal" ou "cegueira econômica".

Nesse contexto, caracteriza-se como indivíduo com visão sub-normal aquele que possui acuidade visual de 6/60 e 18/60 (escala métrica) e/ou um campo visual entre 20 e 50º.

Pedagogicamente, delimita-se como cego aquele que, mesmo possuindo visão sub-normal, necessita de instrução em Braille (sistema de escrita por pontos em relevo) e como possuidor de visão sub-normal aquele que lê tipos impressos ampliados ou com o auxílio de potentes recursos ópticos.

TEXTO 7 : Deficiência Física

TIPOS:

1-Paraplegia: lesão medular com paralisia dos membros inferiores secundaria a lesão medular ao nível da coluna vertebral toracico-lombar.
2- Paraparesia: lesão medular incompleta com perda parcial das funções motoras dos membros inferiores, havendo um pouco de sensibilidade ou movimento.
3- Monoplegia: lesão onde apenas um membro fica paralisado, é a perda parcial das funções motoras de um só membro ( pode ser superior ou inferior).
4- Monoparesia: é a perda parcial das funções motoras de um só membro ( superior ou inferior ).
5- Tetraplegia: paralisia dos quatro membros secundários, há lesão medular ao nível da coluna cervical.
6- Tetraparesia: lesão medular incompleta dos membros superiores e inferiores paralisados, mas com algum.
7- Triparesia: perda parcial das funções motoras em três membros.
8- Hemiplegia: é a perda total das funções motoras de um hemisfério do corpo ( direito ou esquerdo) ou seja, metade do corpo fica paralisado.
9- Hemiparesia: perda parcial das funções motoras de um hemisfério do corpo.
10- Diplegia: envolvimento de ambas as pernas na perda do movimento e com leve envolvimento dos braços.
11- Triplegia: é a perda das funções motoras em três membros, com freqüência em duas pernas e um braço.
12- Quadriplegia: quatro membros, as pernas geralmente espásticas e os braços discinéticos.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010


EXAME NEUROLÓGICO

EXAME NEUROLÓGICO

O exame neurológico faz parte do exame clínico de todos os pacientes. Não há justificativa para não se efetuar um exame sumário e bem feito, independente da queixa que leva um indivíduo a procurar o médico. Assim como a medida da pressão arterial, a ausculta cardíaca e a palpação da cavidade abdominal são efetuados rotineiramente nos pacientes, o mesmo deve ocorrer com o exame neurológico.


A única maneira de aprender a fazer um exame neurológico é fazendo. Muitas vezes os estudantes de medicina solicitam que o neurologista efetue um exame completo para que eles possam observar. É muito mais produtivo que o exame seja feito em conjunto, que o estudante tenha oportunidade de sentir o tônus muscular à palpação e a resposta a um reflexo profundo que ele mesmo elicitou. Não há diapositivo de fundo de olho que substitua o uso do oftalmoscópio.


É portanto minha prática insistir para que os estudantes façam o exame neurológico de todos os pacientes e não apenas observar a maneira como eu faço um exame neurológico. Quando em dúvida sobre os resultados, vemos juntos o caso e fazemos juntos o exame novamente.


A história clínica e o exame físico geral e especial de outros sistemas e aparelhos segue o modelo comum a todos os pacientes. Embora o sistema nervoso represente apenas 2% do corpo humano, ele está distribuído em todas as partes do corpo. Se todos outros tecidos fossem dissolvidos, o tecido nervoso restaria como uma intrincada rede de fibras e vias que funcionam como receptores e efetuadores de funções vitais. A ação desta rede depende de estímulos internos e externos e sua atuação influencia órgãos em diferentes partes do corpo. Apenas estudando o paciente como um todo e não nervos e vias isoladas, pode-se chegar a uma conclusão quando frente a uma doença neurológica. O exame clínico geral e especial é de fundamental importância na avaliação de todos os pacientes e, não sendo a finalidade desta revisão a discussão destes exames, o assunto não será estendido aqui.


História Clínica: sempre que possível, a história deverá ser obtida do próprio paciente. Os cuidados em se manter uma boa relação médico/paciente e a necessidade de uma atitude aberta frente às queixas apresentadas não necessitam ser enfatizadas - fazem parte da prática da medicina. Durante a história de um paciente, pode se observar sua atitude com relação à sua própria doença, às pessoas que o cercam, a influência que esta doença tem na qualidade de vida, atitudes depressivas, eufóricas, coerência na apresentação dos dados, e pode se fazer uma avaliação inicial do estado mental deste paciente. Corroboração dos dados por familiares e pessoas que convivem com o paciente podem ser de grande auxílio na análise da progressão de sintomas, especialmente daqueles que afetam o desempenho diário do paciente.


Exame Neurológico: não há uma seqüência que deva ser seguida obrigatoriamente num exame neurológico. O exame deve ser prático e objetivo, e não um exame cansativo, extenso, detalhado em todos os pacientes. É óbvio que frente a uma queixa de distúrbio de sensibilidade em um membro, todas as formas de sensibilidade devem ser cuidadosamente pesquisadas. Por outro lado, quando não há queixas específicas, a realização de um exame detalhado é cansativa para o paciente, para o médico e totalmente fora da realidade de um atendimento eficiente. Isso não quer dizer, em absoluto, que o exame deva ser malfeito.


A seqüência do exame neurológico que se segue é minha preferência pessoal. Textos detalhados, com manobras específicas, nomes de sinais e diagnósticos baseados em neuroanatomia, podem ser encontrados em muitos livros de Neurologia. Isto foge à finalidade do presente texto, que se destina a estudantes de medicina que pretendem se especializar em outras áreas que não a Neurologia. Aqui o exame neurológico será abrangido de forma prática e relativamente sucinta.


Marcha: poderá ser observada quando o paciente entra para a consulta. Se necessário, manobras que acentuarão deficits podem ser utilizadas [andar na ponta dos pés, nos calcanhares]. Entre as marchas típicas mais comuns das doenças neurológicas, podemos citar:


Marcha espástica: devido à lesão do tracto cortico-espinal, os reflexos profundos encontram-se exaltados. O paciente não pode dobrar o joelho ou elicitará um exagerado reflexo patelar, podendo provocar a queda. Portanto, o paciente anda com a perna esticada, em atitude escarvante.


Marcha festinante: típica da doença de Parkison, é uma marcha em pequenos passos, com alteração do centro de gravidade, em que o paciente tem dificuldade para iniciar a marcha e também para parar.


Marcha cerebelar: devido à alteração de equilíbrio causada pela doença cerebelar, o paciente anda com a base alargada e freqüentemente se observa também um tremor dos membros inferiores [pode ser chamado de tremor “voluntário”, mas esta denominação é inadequada pois não é um tremor que aparece pela vontade do paciente, mas sim pela realização de um movimento].


Marcha tabética: devido à lesão dos funículos posteriores da medula e a conseqüente perda da sensibilidade profunda, o paciente tem dificuldade em sentir que o pé está no chão. Assim, ele “bate” o pé firmemente ao andar, para que através da audição, possa saber que já pode movimentar o outro pé.


Marcha com pé caído: devido à dificuldade em fletir o pé pela lesão dos nervos periféricos, o paciente eleva exageradamente a perna, o pé fica caído [pé em gota] e é jogado para a frente.


Marcha histérica: freqüentemente bizarra,não se enquadra em nenhuma das marchas conhecidas ou é uma mistura de várias delas. Geralmente é florida por movimentos supérfluos, irregulares, que tendem a desaparecer se o paciente anda para trás.


Equilíbrio: apenas alterações muito grosseiras do equilíbrio poderão ser observadas com o paciente sentado/deitado. Deve se solicitar ao paciente que fique em pé, com os pés juntos e os braços ao longo do corpo. É de bom senso que o médico mantenha as mãos ao lado do corpo do paciente [para evitar a queda, se realmente houver alteração de equilíbrio]. Pede-se ao paciente que feche os olhos e permaneça assim por cerca de 20 segundos. Para sensibilização da prova, o paciente poderá ficar com um pé um pouco à frente do outro e repete-se a manobra.


A impossibilidade de se manter o equilíbrio com olhos abertos e/ou fechados, a queda sempre para o mesmo lado e a rotação da cabeça durante a manutenção do equilíbrio, sugerem lesões em vias relacionadas à propriocepção, vias vestibulares, vias cerebelares e suas conexões e núcleos no tronco cerebral.


Força muscular: inúmeras manobras foram descritas para testar a força de grupos musculares e até de músculos específicos. Quando necessário, é importante que se pesquise detalhadamente a força da musculatura envolvida na queixa do paciente. Do contrário, manobras simples poderão nos dar uma avaliação imediata da necessidade de aprofundar a investigação através de um exame mais completo. De forma rotineira, músculos flexores e extensores dos braços, mãos, pernas e pés são testados em poucos segundos, através de moviemtnos de “puxar” e “empurrar” contra a mão do examinhador. Grupos musculares maiores, como os da cintura escapular, podem ser também testados da mesma forma. É importante comparar a força do paciente em relação ao que se espera daquele grupamento muscular e não comparar a força em relação à do examinador. Alterações da força muscular são geralmente descritas como paresias [deficit parcial] e plegias [deficit total]. Estas podem ser caracterizadas como hemiplegia, parapalegia, hemiparesia alterna etc.


Tônus e trofismo muscular: observado através da palpação e da observação. Algumas vezes, medidas da circunferência dos membros pode ser de grande valia na determinação de alterações do trofismo, mas de forma geral estas não são efetuadas de rotina. Hipotonia costuma ser observada em lesões periféricas e em quadros cerebelares e coréias. Hipertonia é comum em quadros de lesão supraespinal e em certas doenças extra-piramidais. Miotonia é a manutenção da espasticidade após a contratura de um músculo e pode por vezes ser obtida através de percussão.


Sensibilidade: geralmente a parte mais difícil de ser testada, exige total colaboração do paciente, que por vezes dificulta o exame por tentar ajudar demais. Se possível, poderá ser testada em outro dia, quando o paciente estiver descansado. Alterações da sensibilidade são geralmente descritas como anestesia, hipoestesia, hiperestesia e disestesia. As formas de sensibilidade a serem pesquisadas são:


Sensibilidade superficial:


Tátil: pode ser avaliada com um pequeno pincel de fios finos, com um pouco de algodão ou com um pedaço de papel de seda. Deve se evitar aplicar pressão quando testando a sensibilidade tátil. Pode se pedir ao paciente que diga “Sim” quando estimulado na pele e que compare a sensação obtida em diferentes partes do corpo [comparação entre os dois braços, entre a parte superior e inferior da face etc].


Térmica: pode ser testada com o uso de tubos de ensaio contendo água quente e água gelada, ou com tubos de metal aquecidos ou resfriados. Temperaturas extremas tendem a ser reconhecidas como dor, e portanto o limite utilizado neste teste é 5oC a 40oC.


Dolorosa: costuma ser testada com um alfinete de ponta bem fina para evitar sensação de pressão. O uso da ponta e da cabeça de um alfinete de forma aleatória é um excelente teste para obter respostas de “ponta”e “cabo”, permitindo uma boa avaliação da sensibilidade dolorosa do paciente.


Sensibilidade Profunda:


Proprioceptiva: relacionada à noção da posição de partes do corpo no espaço. Pode ser testada pedindo-se ao paciente que feche os olhos e diga como estão suas pernas neste momento [cruzadas, uma ao lado da outra, etc]. Pode ser avaliada com o paciente de olhos fechados e o examinador movimentando, por exemplo, o grande hálux e perguntando sua posição num determinado momento. Pode se posicionar a mão do paciente (que permanece com olhos fechados) a uma certa altura e pedir que coloque a outra mão no mesmo nível.


Vibratória [palestésica]: avaliada com o uso de um diapasão vibrando e colocado levemente sobre as articulações.


Pressão: testada com o uso de um objeto arredondado, como um pequeno tubo, com o qual se aplica uma pressão em áreas da pele. Se a pressão aplicada for mais forte e causar dor, esta é do tipo “dor profunda”, e não interferirá com o resultado da avaliação da sensibilidade à pressão [ambas com as mesmas vias aferentes].


Coordenação: quando houver alteração da força muscular, os testes de coordenação poderão estar prejudicados. Um movimento coordenado exige ação perfeita dos músculos agonistas, antagonistas e sinergistas. Nos testes de coordenação são utilizadas manobras simples; atos mais complexos que exigem um envolvimento cortical não são provas de coordenação mas sim de praxia [vide adiante].


Provas index-nariz, index-index e index-nariz-index são em geral suficientes para a avaliação da coordenação dos membros superiores. As provas podem ser sensibilizadas se realizadas contra uma leve resistência ou contra um objeto em movimento lento [por exemplo, aponta do dedo do examinador]. Achados anormais nestas provas são denominados hipometria, hipermetria, dismetria.


A prova equivalente nos membros inferiores é o teste de calcanhar-joelho, onde o paciente coloca a ponta do calcanhar sobre o joelho do outro membro e escorrega o calcanhar lentamente pela tíbia. Não há necessidade de se testar a coordenação nesta ordem, a prova calcanhar-joelho poderá ter sido realizada quando o paciente esteve em decúbito dorsal para exame do abdômen.


Diadococinesia: teste específico para observação de movimentos alternados, onde a ação de músculos agonistas e antagonistas de um movimento se alternam rapidamente. Pode ser feito com movimentos alternados da palma e dorso da mão batendo na mesa, com abertura e fechamento das mãos e movimentos laterais da língua. Outro teste sensível consiste em pedir para o paciente que toque a ponta de cada um dos dedos em seqüência, usando o polegar.


Movimentos Involuntários: possivelmente já terão sido observados até esta parte do exame, e deve ser anotado: a parte do corpo onde ocorrem os movimentos, sua distribuição, padrão, ritmo, uniformidade, curso, velocidade, freqüência, amplitude, força, fadiga e resposta a estímulos externos. Deve ser questionado se tais movimentos aparecem durante o sono. Os movimentos involuntários mais comuns são:


Tremores: simples, de repouso, de ação, grosseiros, finos e clônicos.


Fasciculações: são movimentos finos, vermiculares, rápidos que ocorrem em grupos de fibras musculares. Quando muito finos, por vezes são chamados fibrilações. Costumam estar presentes no repouso, mas poder ser acentuadas por movimentos. Sugerem degeneração de células no corno anterior da medula, mas podem ter origem tóxica também.


Mioquimia: contração espontânea, rápida, de um grupamento de fibras musculares, leve o suficiente para ser incapaz de movimentar a articulação. São comumente observados em condições de fadiga muscular.


Mioclonia: movimento paroxístico, abrupto, curto, arrítmico, assinérgico, principalmente em regiões distais dos membros.


Coréia: movimento involuntário irregular, sem propósito e de caráter explosivo. Interrompe a harmonia de movimentos normais. Pode estar limitada a um hemicorpo ou a uma parte específica do corpo.


Balismo: com as mesmas características da coréia, porem de intensidade muito maior. A violência do movimento pode ser suficiente para projetar o hemicorpo e provocar a queda ou levar à exaustão.


Atetose: movimentos lentos, mantidos, de grande amplitude. São involuntários, grosseiros, por vezes com ritmicidade e podem envolver qualquer parte do corpo.


Distonia: Similar à atetose, mas envolvem porções maiores do corpo, resultando em posições disformes por excesso de tônus em certos músculos. Os movimentos são lentos e mantidos por algum tempo, podendo desencadear dor.


Espasmos: contração de um grupo de músculos inervados por um mesmo nervo. Podem ser clônicos ou tônicos, esta característica é dependente da duração do espasmo.


Tiques: espasmo condicionado por certas situações, são contrações rápidas com sinergismo dos grupos musculares envolvidos. Tendem a se agravar em situações de ansiedade.


Cãimbras: espasmos dolorosos causados pela contração involuntária de um grupo muscular sinérgico, mantida por algum tempo.


Funções Mentais Superiores: o exame das funções mentais superiores será discutido no capítulo de Síndromes Demenciais.


Reflexos: são ações realizadas involuntariamente, como resultado de um impulso ou impressão transmitidos por uma via nervosa. Centenas de reflexos já foram identificados e descritos, mas foge à finalidade desta revisão discutir um grupo muito grande de reflexos. Para o médico de formação generalista ou de outra especialidade, um número relativamente pequeno de reflexos bem investigados pode ser suficiente para ajudar num diagnóstico ou sugerir que o paciente deva ser encaminhado ao neurologista.


Reflexos Profundos: obtidos através de um estímulo tendinoso ou periósteo, causando uma contratura muscular. É necessário que o paciente mantenha-se relaxado e a expectativa da resposta da pesquisa do reflexo causa por si uma inibição do mesmo. Alem da resposta obtida, deve ser pesquisada a resposta obtida em áreas adjacentes ao tendão, e a resposta contralateral. Em caso de dificuldade em se obter resposta ao exame de reflexos profundos, é de valia distrair a atenção do paciente durante o exame. A lista de reflexos que se segue é a mínima que pode ser testada num exame rápido e eficiente. É de utilidade conhecer outros reflexos, não citados aqui, para se poder proceder a um exame mais completo.


De forma sumária, podemos dizer que os reflexos se encontram patologicamente exalatados em lesões supraspinais e diminuídos em lesões perfiéricas, embora haja exceções.


Reflexo biceptal: obtido através da percussão do polegar do examinador, que deve ser colocado sobre o tendão do bíceps. O braço de ser mantido em posição relaxada e confortável.


Reflexo triceptal: percussão direta no tendão do tríceps, que causa extensão do antebraço.


Reflexo braquioradial: manter o braço do paciente em semipronação e semiflexão e percutir o processo estilóide do rádio. A resposta é supinação da mão.


Reflexo patelar: contração do quadríceps em resposta à percussão do tendão da patela. Reflexo aquileu: a percussão do tendão aquileu provoca contração do tríceps sural, resultando em flexão do pé.


Reflexos Superficiais: da mesma forma, diversos reflexos superficiais poderiam ser testados num paciente, mas pelo menos os dois a seguir devem ser vistos de rotina.

Reflexo cutâneo-abdominal: testado em três níveis [supraumbelical, umbelical e suprapúbico], através de leve movimento sobre a parede lateral do abdomen, da porção proximal para a porção distal, causando contratura da musculatura abdominal. Esta é observada pelo desvio da linha média do abomen em direção ao lado estimulado. Tamebm é eficiente proceder à pesquisa deste reflexo enquanto examinando o abdomen do paciente clinicamente. Reflexo cutâneo plantar: o movimento da mão do examinador [ou de um objeto] na sola do pé, do calcanhar em direção aos dedos, provoca uma resposta de flexão dos dedos. Nos pimeiros meses de vida, ou em caso delesão supraspinal, pode ser observada uma resposta extensora [Babinski].


Nervos Cranianos: para finalidades práticas, o exame dos nervos cranianos não requer aparelhagem especial, exceto pelo oftalmoscópio. No entanto, frente a queixas específicas, é necessário uma avaliação detalhada, por vezes por outros especialistas e com aparelhagem própria. Serão discutidos aqui apens os métodos simples e rápidos de availiação dos pares cranianos. Conhecimentos básicos de neuroanatomia são importantes para compreensão das vias, núcleos e conexões dos nervos cranianos.


I- Nervo Olfatório: nervo sensitivo com funcão única de olfato, filogenteticamente a função mais antiga. Devido às conexões com terminações de nervos relacionados ao paladar, a perda do olfato pode ser interpretada como perda do paladar por alguns pacientes, especialmente quando a perda do olfato é unilateral. O exame clínico do nervo olfatório deve ser realizado com substâncias de odor característico que não sejam irritantes. Café fresco e tabaco podem ser facilmente encontrados e utilizados, enquanto o uso de substâncias mais sofisticadas, que perdem o odor com o tempo [óleo de limão, óleo de canela] podem levar à interpretação errônea da resposta do paciente por não estarem frescas. Alterações na mucosa nasal, rinites de repetição, sinusite, hipertrofia de cornetos e outras doenças nasais podem levar à alteração do olfato sem que haja lesão do nervo olftório e/ou de suas conexões.


II - Nervo Óptico: não é exatamente um nervo periférico, mas sim uma via que conecta a retina ao cérebro. A anatomia das vias ópticas é de fundamental importância para a coompreensão das lesões que envolvem o nervo óptico. Não é da alçada desta revisão discutir neuroanatomia, mas seria aconselhável, a este ponto, que aqueles que não estão familiarizados com o assunto fizessem uma revisão.


Exame do nervo óptico:


1-) acuidade visual: geralmente avaliada pelo oftalmologista, pode estar alterada por defeitos de refração, por lesões do nervo óptico ou doenças do globo ocular.


2-) campos visuais: se necessário, podem ser avaliados por campimetria. Porém, de forma rotineira,podem ser avaliados pelo método de confrontação. O paciente fica em frente ao examinador e manter o olhar fixo nos olhos do examinador, que faz o mesmo em relação ao paciente. Usando a aproximação de seu dedo indicador, o examinador observa se os campos visuais do paciente são comparáveis so seu próprio.


3-) fundo de olho: deve ser praticada de rotina pelo estudante, para que possa se familiriazar com o uso do oftalmoscópio e com fundos de olho normais. Substâncias midriáticas podem ser utilizadas para realização do fundo de olho, porém se forem usadas, isto devrá ser feito ao final de todo o exame neurológico. Em pacientes internados, uma anotação na evolução clínica referente ao uso de midriáticos deve ser feita, incluindo o horário de aplicação e a dose usada. Não usar midriáticos em apenas um olho, especialmente em pacientes com alteração do nível de consciência!


4-) reflexo fotomotor: a via aferente deste reflexo é o nervo óptico, a via eferente é o nervo oculomotor. Os reflexos pupilares serão discutidos a seguir.


III- Nervo Oculomotor: junto com o nervo troclear (IV) e o nervo abducente (VI), é responsável pela movimentação do globo ocular dentro da cavidade orbitária. O exame da movimentação ocular é feito visando a avaliação destes 3 pares de nervos cranianos. O nervo oculomotor é tambem responsável pela elevação da pálpebra superior e pela contração da pupila. Assim sendo, em caso de alteração funcional do III, nota-se um desvio lateral do globo ocular, ptose palpebral e midríase. As paralisias do III podem também ser parciais, e dependendo do nível da lesão apenas uma das funções pode estar alterada. Por exemplo, na oftalmoplegia interna, com lesão a nível da saída do tronco cerebral, observa-se apenas midríase. A oftalmoplegia externa se apresenta apenas com paralisia da musculatura extraocular.


Reflexos pupilares:


1-) fotomotor: contração da pupila mediante a aplicação de luz diretamente sobro o olho.


2-) consensual: como resultado da semidecussassão das fibras do nervo óptico, uma resposta de contração pupilar é também observada contralatealmente.


3-) acomodação: convergência dos olhos para um objeto próximo, causando contração pupilar.


Nervo Troclear (IV): o menor dos nervos cranianos, inerva exclusivamente o músculo oblíquo superior. A paralisia do IV se manifesta pelo desvio do globo para cima e para fora.

Nervo Abducente (VI): inerva o músculo reto-lateral e sua paralisia provoca o desvio medial do olho afetado. É um nervo longo, cuja paralisia pode ser decorrente de uma série de processos intracranianos que cursem com aumento de pressão intracraniana ou edema intracerebral.


Nervo Trigêmio (V): tem uma porção motora e uma porção sensitiva. A porção motora inerva músculos mastigatórios e desvio da mandíbula para o lado lesado. Atrofia da musculatura da face e flacidez do pálato também podem ser observados na lesão motora do V.


A sensibilidade da face deve ser testada conforme descrito na parte Sensibilidade deste capítulo, com o cuidado de se avaliar as sensações nas regiões providas pelos três ramos sensitivos do V isoladamente.


O reflexo corneal [fechamento das pálpebras devido a um leve estímulo da córnea] pode ser facilemtne testado com um fino fio de algodão.


Nervo Facial (VII): predominantemente um nervo motor, cuja função pode ser avaliada rapidamente pedindo ao paciente que, em sequência, enrugue a testa, feche os olhos e sorria. A paralisia facial periférica, que pode ocorrer a vários níveis após a emergência da ponte, cursa com deficit de todas estas funções motoras, em amior ou menor grau. A paralisia facial de origem central ou supranuclear cursa com desvio da rima bucal - outras anormalidades do movimento da face não são comuns e, se encontradas, são muito discretas. Podem ser também encontradas anomalias na função secretória salivar em decorrência da paralisia facial, uma vez que as glândulas salivares são inervadas poelo VII. Envolvimento sensitivo na lesão do nervo facial é raro.


Nervo Vestíbulo-Coclear (VIII): relacionada a audição e equilíbrio.


Coclear: A função auditiva, quando alterada, deverá ser testada através de aparelhagem própria, pelo otorrinolaringologista. Testes simples de transmissão vibratória óssea e condução aérea podem ser efetuados facilmente com um diapasão.


Vestibular: A porção vestibular do VIII está relacionada ao equilíbrio e pode ser avaliada através das provas de equilíbrio e marcha. Estas se encontram desviadas para o lado hipoativo principalmente, e por vezes exclusivamente, durante o fechamento dos olhos. A presença de nistagmo também pode sugerir lesão de vias vestibulares.


Nervos Glossofaríngeo (IX) e Vago (X): geralmente avaliados juntos, são responsáveis pelos movimentos harmônicos de deglutição e fala. Reflexos relacionados a estes nervos cranianos podem ser avaliados facilmente [reflexo do vômito, da deglutição, da tosse].


Nervo Acessório (XI): possui uma porção craniana e uma porção espinal. É responsável pela inervação do músculo esternocleidomatoideo e promove a rotação contralateral da cabeça. Pode ser testado através do movimento de empurrar a mão do examinador com a cabeça. Inerva também o múculo trapézio, e pode ser testado pela movimentação superior do ombro contra a mão do examinador.


Nervo Hipoglosso (XII): nervo motor da língua, protui a hemilíngua ipsilateral. Sua lesão causa paralisia ou paresia da hemilíngua, e quando crônica evolui com atrofia.



1997 Yara Fragoso

Fonte:http://planeta.terra.com.br/educacao/neurohomepage